Merenda escolar de Serra Negra tem avaliação positiva do Tribunal de Contas

06/12/2019 11:26:46

Serra Negra foi um dos 216 municípios que receberam a fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), no dia 31 de outubro, para checar as condições e qualidade de fornecimento da alimentação oferecida aos alunos da rede pública.

A visita ‘surpresa’ foi realizada na Escola Municipal de Educação Básica Professora Aracy Patrício, no bairro Refúgio da Serra, pelo agente fiscalizador Rafael Padovani, e o resultado da avaliação foi positivo para o município. De acordo com a secretária municipal de Educação, eles vistoriaram desde a compra, entrega, preparo, acompanhamento de profissionais, armazenamento e estrutura física. “Foram cerca de 40 apontamentos e tivemos resposta positiva em quase 100%. Apenas um, que era o preenchimento de um formulário de boas práticas, por parte da Vigilância Sanitária, que ficou em aberto”, declara ela, que garantiu que o documento já foi providenciado. “A maioria dos municípios não teve essa boa avaliação. Agradeço também o trabalho da diretora da escola, Vanessa Petroli”, acrescentou.

Segundo ela, o município é responsável pelo fornecimento de merenda para 17 escolas municipais e sete estaduais. “São desde crianças do berçário até jovens do ensino médio, que precisam ter cardápios diferenciados. Para este trabalho, contamos com dois profissionais nutricionistas e um local onde centralizamos a compra e a distribuição, que é a Cozinha Piloto”, informa.

Entre os 40 itens analisados na fiscalização ordenada do TCESP, pode-se citar a periodicidade do abastecimento de alimentos; prazos de validade; como é preparada a alimentação (local – higiene – cardápio - merendeiras); tipos de produtos; se há nutricionistas presentes; armazenamento do estoque; como é feita a distribuição dos alimentos para escolas; a quantidade por alunos; se há cardápio fixado em local visível; se há atendimento diferenciado para crianças – por exemplo, intolerância a lactose; alvará e licença do Corpo de Bombeiros; limpeza de caixa d´água e dedetização e a atuação do  Conselho de Alimentação Escolar (CAE) - que é responsável pela gestão da verba federal para merenda.  

O prefeito de Serra Negra parabenizou todos os profissionais envolvidos no preparo da merenda escolar, citando as merendeiras, produtores, servidores, professoras e diretoras das escolas. “Estar correto e bem avaliado é umas das nossas maiores preocupações. Atendemos um total de 4.768 alunos com estas refeições, sendo que 1.726 são das escolas municipais, e não podemos falhar. Afinal, estamos falando da saúde destes alunos”, reforça ele.

“A cada ano nos esforçamos e melhoramos um ponto. É um trabalho contínuo e fortalecido pela atual gestão que traz, como retorno, este resultado positivo a nível estadual. Uma criança que não se alimenta bem, não tem condições de concentração e o rendimento vai afetar o seu aprendizado”, avalia a secretária. Em abril, o TCESP fez uma fiscalização também, que foi comparada com esta, de outubro.

 

Dados em Serra Negra

De acordo com o Departamento de Nutrição – Cozinha Piloto de Serra Negra, no ano de 2019, a média mensal de refeições nas escolas municipais é de: 24 mil no café da manhã, 36 mil no almoço e 24 mil no jantar. Nas escolas estaduais, a média foi de 42 mil refeições, divididas em almoço e jantar. “Nas creches são servidos mais dois lanches ao longo do dia, além destas citadas”, explica o responsável pelo Departamento, Sérgio Polidoro. Ele trabalha em conjunto com os nutricionistas do município, Renata Moreira de Santi e Marcos Elias Dionisio.

Frutas e hortaliças são adquiridas dentro da exigência de serem fornecidas por produtores da agricultura familiar. Apesar do município não ter uma Cooperativa local, há produtores associados na Cooperativa de Amparo, que fornece para Serra Negra. Segundo Sérgio, este ano já foram consumidos 43,5 mil kg de frutas, 50 mil kg de legumes e 12 mil unidades de verduras variadas. “Ovos são mais de 5 mil dúzias, 20 mil kg de arroz e 43,5 mil kg entre carnes, frango e peixe”, completa Sérgio.

Mais  projetos sobre merenda escolar

A Secretaria Municipal de Educação de Serra Negra realiza também outros projetos que visam a educação alimentar e nutricional dos alunos.

Um deles é o ‘Teste da Aplicabilidade’, que realiza diversas atividades antes de inserir um alimento no cardápio da escola/turma. “Nós estamos atentos às mudanças nas legislações e avanços sobre alimentação saudável, mas é preciso trabalhar gradativamente com os alunos. Uma das que fizemos, conforme as orientações, foi a troca dos sucos em pó por polpas de frutas, e a retirada de doces e guloseimas por frutas”, explica a secretária. Etapas como aprender a mastigar, identificar sabores, textura, mistura de sabores, também fazem parte deste projeto. 

O outro foi um trabalho realizado em parceria com o Centro Universitário Amparense (Unifia), que foi até as escolas e realizou a avaliação nutricional com as crianças. Todas que foram identificadas com alguma disfunção como sobrepeso ou desnutrição, os pais foram chamados e orientados. “Foi um projeto piloto em 2019, mas vamos repetir com certeza”, garante a responsável pela pasta de Educação.

Reforma na Cozinha Piloto

Outra melhoria anunciada pela secretária é a reforma do prédio Cozinha Piloto Olga Bocallon Rielli, localizado na Av. 23 de Setembro.

Segundo ela, uma emenda parlamentar do estadual no valor de R$ 250 mil está garantida para realizar as adequações no prédio. “É um desejo de mais de 20 anos de nossa cidade. Vamos construir duas câmaras, sendo uma de refrigeração e outra de congelamento, refazer a parte elétrica, azulejar o depósito de farinha e padaria, reformar banheiros. Com isso, vamos melhorar a logística de distribuição dos alimentos, porque teremos melhores condições armazenar os produtos, que hoje é feito em freezers e um galpão, que é quente”, explica. O projeto já está aprovado e tem previsão de iniciar obras em janeiro.

Relatório no Estado

No total, foram 250 escolas fiscalizadas no Estado de São Paulo (216 municípios do interior, litoral e região metropolitana).  De acordo com o TCESP, os trabalhos foram transmitidos em tempo real por meio de uma central de monitoramento e a ação ocorreu das 7h30 às 14h, em todos os municípios. Foram 300 agentes da fiscalização que encontraram, em algumas escolas do Estado, irregularidades como barata dentro da cozinha, presença de bebidas alcoólicas na despensa, fogões em péssimo estado de limpeza e conservação, alimentos fora do prazo de validade, temperatura da geladeira usada para armazenamento de comidas acima do permitido.

De acordo com o presidente do Tribunal, Antonio Roque Citadini, a fiscalização de outubro trouxe alguns progressos quando comparado ao resultado da vistoria realizada em maio. “Em muitos lugares onde apontamos deficiências, os problemas foram corrigidos. Mas, infelizmente, apareceram deficiências novas”, destacou. Entre os avanços, o relatório mostrou que, em 5,66% das escolas foram encontrados alimentos fora do prazo de validade. Em maio, essa taxa chegou a 10,55%. Apontaram ainda que as instalações físicas, espaço destinado às refeições dos alunos e o estoque dos alimentos estão mais adequados e em melhores estado de conservação.

O Relatório Consolidado pode ser acessado clicando AQUI.

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